sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Luel vira carrasco de Medina

Luel Felipe consegue virada emocionante nas oitavas do SuperSurf Internacional. Foto: Daniel Smorigo/ ASP South America.


Por Redação Waves.com.br

Uma bateria sensacional marcou o encerramento das oitavas-de-final do SuperSurf Internacional nesta sexta-feira, em ondas de 1 metro e formação regular na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ).

Dois expoentes da nova geração brasileira se enfrentaram e quem levou a melhor foi o pernambucano Luel Felipe, que virou a bateria na última onda e tirou da prova o paulista Gabriel Medina.

Em bateria tensa, com muita marcação desde o início, Medina recebeu 8.67 dos juízes depois de mandar um belo floater e uma batida na junção de uma esquerda.

Não demorou muito para o paulista descolar 6.00 pontos numa direita e ampliar a vantagem sobre Luel, autor de 5.83 na primeira onda.

O pernambucano reagiu com duas pauladas de backside que renderam 8.00 pontos, passando a precisar de 6.68.

Na última onda, Luel acertou três manobras de backside para virar o duelo com 6.90, arrancando muitos aplausos da plateia.

"Não tem essa de carrasco, não. Na bateria vence quem foi melhor durante aquele tempo. Eu tive sorte, graças a Deus peguei duas ondas boas, o moleque (Medina) surfa pra caramba, mas consegui vencer no final", comemora Luel, que já havia derrotado Medina no WQS no Arpoador.

"A bateria já começou tensa. Ele não queria perder pra mim de novo, nem eu pra ele. Ele já começou com um 8.67 e fiquei preocupado, mas procurei manter a calma. Fiz o 8.00 e ele já veio me marcar, não queria deixar eu remar nem para um lado, nem para o outro. A gente ficou ali se batendo, mas é normal, é bateria, ninguém quer perder. Graças a Deus, usei a prioridade e consegui vencer", conclui Luel.

Ao término da bateria, o pai de Medina (Charles) reclamou dos diversos choques entre os atletas na água, afirmando que o paulista foi agredido pelo adversário com uma cotovelada enquanto remavam.

Charles ainda apresentou uma filmagem da agressão, gravada pela equipe da ESPN Brasil.

Porém, Luel alegou que foi um choque normal, já que Medina estava lhe marcando e impedindo sua passagem.

A comissão técnica da ASP analisou as imagens e vai estudar a aplicação de uma multa em Luel Felipe.

Charles solicitou uma interferência do atleta durante a bateria, mas a comissão técnica da ASP alegou que esse tipo de punição não está no livro de regras da entidade.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E agora, quem poderá para-lo?



por Redação Waves.com.br

O norte-americano Kelly Slater é o vencedor do Rip Curl Pro, oitava etapa do ASP World Tour 2010 encerrada nesta quinta-feira (14/10) em Supertubos, Peniche, Portugal.

A batalha final aconteceu entre os líderes do ranking em ondas com cerca de 1,5 metros, onde o eneacampeão mundial derrotou o sul-africano Jordy Smith por 13.33 a 11.43 pontos.

Apesar da vitória apertada e de ter o adversário o tempo todo em sua cola, Slater dominou o duelo do começo ao fim. Nitidamente cansado depois das outras baterias, ele não poupou esforços para encontrar um tubo para a esquerda e arriscar um floater insano também de backside, além de muitas pauladas aplicadas com muita vontade para moer o lip do pico.

"A final foi muito lenta e nenhum de nós teve nenhuma onda realmente de peso. Tentei me manter ocupado o tempo todo, mas mas nenhum de nós conseguiu encontrar uma onda realmente sólida", confessa Kelly Slater.

"Na verdade, eu quase cheguei ao meu limite de ondas na bateria, então tive que esperar por ondas que realmente importassem. Jordy Smith tem todo talento do mundo. Ele é capaz de obter uma pontuação a qualquer momento. Nada estava terminado até a buzina tocar", admite o eneacampeõa mundial.

Jordy buscou a virada o tempo todo e apresentou todas suas armas, mas aparentou-se nervoso durante o confronto. Além de também espancar as ondas, ele arriscou tudo nos aéreos, mas ao contrário das outras baterias, não completou a maioria deles.

Sua melhor nota foi um 7.10, a maior da bateiria, conquistada com um arriscado aéreo super man completado com sucesso. Mas nem isso foi o suficiente para barrar o vencedor, que agora está cada vez mais próximo do décimo título mundial e Jordy ainda é o único homem que pode detê-lo.

Mas para isto, além de um bom resultado nas próximas etapas, Smith ainda terá que contar com a sorte de Slater ser eliminado precocemente, algo que não tem sido muito comum de se ver este ano, já que ele descarta um 9º, um 17º e só soma pódios em suas pontuações.

"Obviamente o décimo título mundial é um grande desafio para mim. Se isto acontecer será a maior conquista da minha vida. Tenho sorte por ter um círculo incrível de amigos ao meu redor: minha namorada Kalani, Belly (Stephen Bell), Travis Lee e vários outros. A vitória de hoje me coloca um passo mais perto e vamos ver o que acontece em Porto Rico", finaliza Kelly Slater.

A campanha de Jordy Smith neste campeonato foi marcada por um surf muito fluído e radical e esta foi sua primeira final contra Kelly Slater, que já participou de 64 finais no ASP World Tour. Curiosamente os dois nasceram no dia 11 de fevereiro e têm exatamente 16 anos de diferença.

"Me senti um pouco fora de ritmo na final. Eu era capaz de pegar de pegar outra boa, mas não consegui encontrar uma onda para trocar a nota. Este é jeito que as coisas acontecem às vezes. Ainda assim estou feliz com o meu resultado e com a forma que as coisas aconteceram para mim este ano. Apenas irei permanecer com positividade e vamos ver como vai acabar", diz Jordy Smith.

"Eu tive uma explosão aqui em Portugal e tivemos ondas realmente divertidas durante o campeonato. Eu estava amarradão por estar na final com Kelly. Estou amarradão por também ainda estar na corrida pelo título com ele. Ele é alguém que eu admirei a minha vida inteira. É uma honra estar lá em cima no ranking próximo a ele. Agora já estou pensando no próximo evento e espero que eu possa pegar mais alguma ondas maneiras", complementa Jordy Smith.

O público português mais uma vez provou ser fã incondicional do surf e lotou as areias do pico em plena quinta-feira de tarde, para prestigiar o show dos tops e aplaudir os ídolos de perto.

Cartas na manga Na primeira semifinal, Kelly Slater como sempre mostrou que sempre guarda cartas na manga para o final do campeonato, ao derrotar o australiano Chris Davidson por 16.03 a 12.20.

Em uma bateria que foi um verdadeiro jogo de nervos, os dois disputaram onda a onda e destruíram tudo que apareceu pela frente com batidas, rasgadas, floters e aéreos, um verdadeiro espancamento às paredes de Supertubos.

Com pontuações emboladas e nada definido, o norte-americano mostrou quem manda com uma verdadeira jogada de mestre, quando nos últimos minutos atingiu uma velocidade impressionante em uma direita de frontside e decolou em um belo aéreo alley oop. Com aterrissagem perfeita, ele foi premiado pelos juízes com 9.33 pontos e garantiu definitivamente seu lugar na decisão do evento.

Chris Davidson nada pôde fazer e em uma cena descontraída e bem-humorada, ainda dentro da água ele bateu continência para o eneacampeão mundial e ainda fez gesto de tirar o chapéu. O público na areia foi ao delírio e mais uma vez Slater saiu muito aplaudido da água.

"O que você pode fazer quando o rei faz algo assim? Tudo que pude fazer foi saudá-lo. Foi um evento bom para mim e senti que surfei muito bem contra o Kelly, mas quando ele completa um alley-oop 360º em uma onda de nada, fica difícil lutar. Espero que alguém possa jogar uma chave-inglesa nos performances dele e segure a decisão pelo título até Pipeline", brinca o sempre bem-humorado Chris Davidson.

Duelo tubular Já na segunda semifinal, o sul-africano Jordy Smith e o francês Jeremy Flores começaram um duelo de gente grande com dois tubos para a esquerda, um para cada um. O vice-líder do ranking andou mais fundo e arrancou 7.50 pontos, equanto Flores levou 4.67.

Em outro duelo emocionante e com os dois atletas nitidamente nervosos e afoitos por um resultado, depois de muitos aéreos e pancadas, quem levou a melho foi o sul-africano que garantiu seu lugar na decisão contra Kelly Slater.

Este é o melhor resultado da temporada para Jeremy Flores, que pulou da 20ª para a 15ª posição no ranking. "Foi uma competição boa para mim, com certeza. Eu fui reajustando a minha abordagem ao surf e foquei nas coisas que fuincionam melhor para mim. Acho que isto me ajudou muito aqui em Portugal e estou amarrdão por subir no ranking. Espero que eu possa obter mais alguns bons resultados antes do final do ano", analisa Jeremy Flores.

Jadson encerra em nono Depois de uma bela campanha, o potiguar Jadson André encerrou sua participação no Rip Curl Pro na nona posição.

Em ondas com cerca de 1 metro e séries demoradas, ele foi eliminado pelo norte-americano Patrick Gudauskas por 15.00 a 8.16 pontos na quinta fase do evento.

A bateria começou devagar e com notas baixas. O brasileiro iniciou na liderança e manteve a posição até a metade do confronto, porém seu adversário assumiu a dianteira com notas 6.17 e 5.00, conquistadas com duas ondas na sequência em menos de dois minutos.

O brasileiro ainda conseguiu diminuir a diferença com uma nota 5.83 e ficou precisando de 5.35. Quando tudo já parecia perdido, a menos de três minutos para o término, uma esquerda salvadora formou-se no outside com bom tamanho, boa formação e face limpa.

Jadson não perdeu tempo e botou para baixo nesta onda, porém, logo depois da cavada forçou demais na rasgada de frontside e acabou caindo. O erro custou sua eliminação.

Para ampliar ainda mais a diferença e não deixar dúvidas, Gudauskas que também é estreante no ASP World Tour se beneficiou da mesma série e veio na de trás.

Depois de dropar, ele cavou forte e com a mão na borda, subiu para uma pancada de backside no lip completada com sucesso e finalizou com um aéreo rodeo flip incrível, executado com perfeição e premiado com 8.83 pontos pelos juízes, para garantir definitivamente sua vaga nas quartas-de-final. Agora ele irá enfrentar o sul-africano Jordy Smith, vice-líder do ranking.

Esta é a segunda vez que Jadson compete na quinta fase. A outra foi na França, no evento anterior, onde ele também caiu no mesmo round e encerrou a participação com um 9.5 na manga, precisando de uma segunda nota.

O taitiano Michel Bourez, o aussie Matt Wilkinson e o sul-africano Travis Logie foram eliminados na quinta fase e terminam a prova na nona colocação.

Potiguar voador Jadson André foi também o vencedor duas expression sessions que rolaram em Portugal. A primeira foi na praia dos Belgas no penúltimo dia de competição e a segunda em Supertubos no intervalo entre a semifinal e a final.

Com aéreos surreais de frontside, ele provou mais uma vez que quando o assunto é voar para a esquerda, ele é o nome a ser batido entre os tops da elite mundial.

Brazucas Os outros dois brazucas na competição foram o guarujaense Adriano de Souza e o niteroiense Bruno Santos, que competiu como convidado.

Ambos não se deram bem e caíram na repescagem sem vencer nenhuma bateria no campeonato. Minerinho caiu diante do australiano Dean Morrison e Bruninho foi eliminado por Kelly slater.

Resultado do Rip Curl Pro 2010

1 Kelly Slater (EUA)

2 Jordy Smith (Afr)

3 Chris Davidson (Aus)

3 Jeremy Flores (Fra)

5 Adrian Buchan (Aus)

5 Owen Wright (Aus)

5 Damien Hobgood (EUA)

5 Patrick Gudauskas (EUA)

Baianos barrados na Tijuca

Franklin Serpa cai na terceira fase do SuperSurf Internacional na Barra (RJ). Foto: Tiago Navas / SuperSurf


Por Redação Surfbahia.com.br

O dia novamente foi de baixas para os baianos no SuperSurf Internacional, etapa de nível 6 estrelas do WQS que acontece na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ).

Nesta quinta-feira, Rudá Carvalho foi eliminado em sua primeira participação na prova e Franklin Serpa se deu mal na terceira fase.

Em ondas de meio a 1 metro e formação regular, Rudá caiu nas poucas ondas que pegou e amargou o quarto lugar no duelo com o paulista Heitor Pereira (1o), o francês Adrien Toyon (2o) e o carioca Leandro Bastos.

Heitor passou por dentro de um belo tubo de frontside no começo da bateria e arrancou 7.67 dos juízes.

Bem posicionado, Toyon soube escolher bem as ondas e somou 4.50 e 5.67 nas esquerdas.

Já o baiano optou por não disputar as esquerdas com os adversários e ficou um pouco mais afastado, em um lugar em que as ondas não abriam tanto.

Ele tentou a classificação com um fake air numa direita e uma forte batida de backside na junção, mas caiu nas duas ondas e saiu da água com notas 2.37 e 1.37.

Na terceira fase, Franklin Serpa também deixou de lutar pelo pico nas esquerdas e foi derrotado pelo catarinense Jean da Silva (1o), o carioca Yuri Sodré (2o) e o francês Medi Veminardi.

O baiano fez 4.67 logo no início da bateria e ficou precisando de 4.71 para virar. Ele tentou a virada em outra esquerda, mas caiu na junção.

Depois de "boiar" durante muito tempo e ver os adversários dominarem as esquerdas, Serpa passou a buscar 6.90 para barrar Yuri (2o), mas achou apenas uma onda muito cheia no final e fez 2.20.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Raoni arrebenta na segunda fase

Raoni Monteiro arrepia na segunda fase do SuperSurf International na Barra da Tijuca (RJ). Foto: Daniel Smorigo/ ASP South America.


Por Redação Waves.com.br

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O saquaremense Raoni Monteiro fez uma belíssima estreia no SuperSurf Internacional, etapa de nível 6 estrelas do WQS que rola na Barra da Tijuca (RJ).

Em boas ondas de 1 metro, o ex-top da elite mundial registrou o maior somatório da prova até o momento, 15.53 pontos em vinte possíveis.

Totalmente em sintonia com as esquerdas da Barra, Raoni utilizou bem seu arsenal de manobras, mandando bonitos floaters, rasgadas e batidas de backside.

Com notas 8.03 e 7.50, ele deixou a briga pela segunda vaga entre o francês Medi Veminardi, o pernambucano Alan Donato e o paulista Sidney Guimarães.

“Comecei dando sorte de pegar duas ondas iradas logo no começo da bateria, consegui dois high-scores - 7,5 e 8,03 - e estou muito feliz porque deu certo minha tática de ficar aqui na frente, nesta vala de esquerdas que está muito boa”, contou Raoni Monteiro à assessoria de imprensa da ASP South America.

Agora, ele só tem mais dois concorrentes na corrida pelo título sul-americano, que vale um prêmio de US$ 5 mil da ASP South America. Ele já foi o melhor da América do Sul em 2008 e quer o bicampeonato.

“É isso aí, estou focado nisso”, afirmou Raoni, que na quinta-feira enfrenta mais dois cariocas, Leonardo Neves e Gabriel Pastori, bem como o paulista Alex Ribeiro, na rodada dos 48 melhores do SuperSurf Internacional.

“O Leandro (Bastos) está na minha cola, venceu a etapa lá do Arpoador e ficou uns 500 pontos só atrás de mim. Tem o Willian (Cardoso), que é perigoso também e está em terceiro, mas não vou dar mole não, quero o bicampeonato e vou fazer tudo pra conseguir”.

Autor de uma interferência em Donato, Sidinho ficou em situação complicada ao perder 50% da segunda melhor nota.

Donato viu Medi virar a bateria no último minuto com uma pequena esquerda que rendeu 3.84.

Ao sair da água, o pernambucano exibiu uma filmagem aos juízes de uma interferência não aplicada em Medi Veminardi, mas de nada adiantou, pois a ASP não altera os resultados das baterias já finalizadas.

Em bateria de alto nível, o cabofriense Victor Ribas e o paraibano Jano Belo arrepiaram as ondas da Barra da Tijuca e foram recompensados com algumas das maiores pontuações do dia.

Jano somou a maior nota da prova (8.77) e Vitinho detonou duas ondas para descolar 7.17 e 7.93, deixando Jano em segundo, o maranhense Alvaro Bacana em terceiro e o mexicano Angelo Lozano em quarto.

Peugeot Líder do ranking do SuperSurf Internacional, o paranaense Caetano Vargas está cada vez mais próximo do Peugeot oferecido pela Editora Abril ao melhor das quatro etapas.

Em sua estreia na prova, ele descolou 7.33 pontos na melhor onda para avançar junto com o paraibano Ulisses Meira.

Caetano ainda viu fortes concorrentes serem eliminados da prova nesta quarta, como Marco Aurélio, Dennis Tihara e Robson Santos.

Agora, seus principais adversários são Renato Galvão (SP), David do Carmo (SP), Ricardo dos Santos (SC), Pedro Henrique (RJ), Jano Belo (PB), Bernardo Pigmeu (PE), Victor Ribas (RJ) e Charlie Brown (CE).

"Dei só o primeiro passo ainda, foi importante, mas tem muita gente boa na briga”, destacou Caetano Vargas. “Eu só quero fazer a minha parte, tentar passar as baterias para aumentar meus pontos no ranking e me distanciar dos que estão nesta batalha contra mim. Pelo menos, a sorte parece estar do meu lado. Consegui achar uma onda boa na bateria para passar em segundo e campeonato é assim mesmo, pegando as ondas boas e não errando você vai longe”.

Nesta quarta-feira, uma chamada acontece às 8 horas para avaliação das condições mar na Barra. Faltam quatro baterias para o término da segunda fase.

Jordy passa mais alto

Jordy Smith passa perto da nota 10. Foto: © ASP / Cestari.


Por Redação Waves.com.br

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Vice-líder do ranking, o sul-africano Jordy Smith foi o destaque desta quarta-feira (13/10) no Rip Curl Pro em Peniche, Portugal.

Depois de checar novamente as condições em Supertubos que não eram favoráveis pela manhã, a direção de prova optou por utilizar pelo segundo dia consecutivo um dos palanques alternativos e recomeçar a competição na praia dos Belgas, onde o mar quebrou com até 1 metro durante todo o dia, vento maral suave e séries demoradas.

Apenas as quatro baterias da quarta fase foram realizadas. Com o formato novo, vigente desde a segunda metade da temporada, depois do corte promovido pela ASP, nesta fase nenhum surfista é eliminado.

Eles voltam a se enfrentar com três homens na água e em baterias sem prioridade. O vencedor avança direto às quartas-de-final, enquanto os outros dois encaram a quinta fase em baterias homem-a-homem.

Com a maior nota do dia, conquistada com um aéreo alucinante rodando e completado com perfeição em uma boa direita, ele passou perto da nota máxima e arrancou 9.93 pontos dos juízes, para mandar o brasileiro Jadson André e o australiano Owen Wright para o quinto round e avançar direto às quartas-de-final.

"Na verdade este resultado não alterou muito minha abordagem, já que Jadson e Owen podem impor grandes pontuações a qualquer momento. Eu sabia que não podia baixar a guarda e continuava precisando de uma pontuação sólida", confessa Jordy Smith.

A bateria de Jadson foi um verdadeiro combate aéreo e os três atletas da nova geração surfaram descontraídos e arriscaram tudo nos aéreos mais sinistros possíveis, porém Jordy conseguiu deixar Owen em combinação e Jadson precisando de 9.67.

"Eu sou de acordo com esta bateria de três antes das quartas. É legal você correr uma bateria mais descontraído, porém sempre com o foco de passar. Já é a segunda vez que eu participo desta rodada e na outra eu também não consegui passar direto, porém vou ter outra chance e espero que nessa eu possa passar. Na França eu perdi o quinto round com um 9.5 e espero que isto não aconteça aqui amanhã", diz Jadson André, que posteriormente foi o vencedor da Expression Session.

O eneacampeão mundial Kelly Slater deu mais um importante passo na busca pelo seu décimo título mundial. Ele garantiu passagem direta às quartas-de-final ao passar pelo compatriota Damien Hobgood e pelo australiano Chris Davidson.

Com 13.60 pontos somados, contra 10.83 de Damien e 6.08 de Davidson, Kelly investiu forte nas esquerdas e nas pancadas de backside para garantir o resultado e agora tem pela frente uma bateria a menos do que seus adversários.

"Esta rodada lhe permite relaxar um pouco, com certeza, mas é claro que ganhando hoje você alivia um pouco mais a pressão e tem que entrar na água uma vez a menos no dia decisivo", explica Kelly Slater.

O francês Jeremy Flores e o australiano Adrian Buchan também venceram seus duelos e garantiram vaga diretamente nas quartas-de-final.

"Está muito divertido no outside, mas um pouco difícil de encontrar as boas. Matt Wilkinson e Michel Bourez ficaram realmente frustrados com a falta de ondas na bateria, mas eu apenas me concentrei em escolher boas ondas e surfá-las por completo", revela Adrian Buchan.

Uma nova chamada para o possível reinício do Rip Curl Pro acontece nesta quinta-feira às 4 horas da manhã (horário de Brasília).

Quando a competição recomeçar, Jadson André encara o norte-americano Patrick Gudauskas em bateria válida pelo quinto round.

Quartas-de-final do Rip Curl Pro 2010 (aguardando adversários)

1 Adrian Buchan (Aus)

2 Kelly Slater (EUA)

3 Jeremy Flores (Fra)

4 Jordy Smith (Afr)

Quinta fase

1 Michel Bourez (Tah) x Chris Davidson (Aus)

2 Damien Hobgood (EUA) x Matt Wilkinson (Aus)

3 Travis Logie (Afr) x Owen Wright (Aus)

4 Patrick Gudauskas (EUA) x Jadson André (Bra)

Quarta fase

1 Adrian Buchan (Aus) 14.77, Michel Bourez (Tah) 9.03 e Matt Wilkinson (Aus) 5.50
2 Kelly Slater (EUA) 13.60, Damien Hobgood (Eua) 10.83 e Chris Davidson (Aus) 6.08
3 Jeremy Flores (Fra) 14.07, Travis Logie (Afr) 13.73 e Patrick Gudauskas (EUA) 10.17
4 Jordy Smith (Afr) 17.16, Jadson André (Bra) 13.57 e Owen Wright (Aus) 12.07


Jadson voa para a vitória

Jadson André leva a melhor nas decolagens. Foto: © ASP / Cestari.


Por Redação Waves.com.br

O potiguar Jadson André extrapolou nas decolagens para vencer a Expression Session do Rip Curl Pro, realizada nesta quarta-feira (13/10) na praia dos Belgas, Peniche, Portugal. Pela vitória ele embolsa o prêmio de 1 mil Euros.

Diversos tops foram para a água ao mesmo tempo e o brasileiro não deu chances a nenhum deles. Com um aéreo incrível rodando tudo de frontside para a esquerda, ele deixou para trás grandes nomes do surf mundial como Jordy Smith, Owen Wright, Damien Hobgood, Patrick Gudauskas, entre outros.

"Para falar a real eu nem sei qual foi o aéreo que os juízes consideraram, porque eu estava mais aqui na frente do palanque e a atenção estava voltada para a outra parte da praia, mas eu acredito que tenha sido o mais alto que eu mandei. Se talvez aquela onda fosse na bateria eu poderia ter feito o 9.5 que eu precisava", brinca Jadson André.

"Dei um aéreo muito alto rodando, voltei, dei uma rabetada rodando, já troquei de borda, vim de backside e continuei na onda. Acho que foi este (risos). Foi bem legal pra dar uma descontraída, pois eu tinha acabado de perder a bateria pro Jordy, mas botar este dinheiro no bolso não foi nada mal e agora o foco continua agora na competição para o próximo round", finaliza o potiguar.

Uma nova chama para o possível reinício do Rip Curl Pro acontece nesta quinta-feira às 4 horas da manhã (horário de Brasília).

Quando a competição recomeçar, Jadson André encara o norte-americano Patrick Gudauskas em bateria válida pelo quinto round.

Quartas-de-final do Rip Curl Pro 2010 (aguardando adversários)

1 Adrian Buchan (Aus)

2 Kelly Slater (EUA)

3 Jeremy Flores (Fra)

4 Jordy Smith (Afr)

Quinta fase

1 Michel Bourez (Tah) x Chris Davidson (Aus)

2 Damien Hobgood (EUA) x Matt Wilkinson (Aus)

3 Travis Logie (Afr) x Owen Wright (Aus)

4 Patrick Gudauskas (EUA) x Jadson André (Bra)


Serpa espanta zica baiana

Franklin Serpa manda bem na segunda fase do SuperSurf Internacional na Barra (RJ). Foto: Daniel Smorigo


Por Redação Surfbahia.com.br

A segunda fase do SuperSurf Internacional foi iniciada nesta quarta-feira, em boas ondas de 1 metro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ).

Até o momento, quatro baianos foram para a água e somente Franklin Serpa conseguiu seguir na briga.

Bino Lopes, Wilson Nora e Bruno Galini entram em ação no fim da tarde e Rudá Carvalho deve estrear na manhã desta quinta, na primeira bateria do dia.

O dia começou com Dennis Tihara dando adeus à briga pelo carro Peugeot oferecido ao melhor das quatro etapas do SuperSurf.

Tihara teve dificuldade para entrar em sintonia com as ondas e quase acertou um aéreo muito alto no início da bateria.

Depois, passou diversos minutos sem achar nenhuma onda, até tirar um tubo e acertar uma batida na junção, somando 5.73.

Tihara alcançou a liderança com 4.33 em outra esquerda, mas viu uma reação fulminante do carioca Pedro Henrique e do catarinense Neco Padaratz nos minutos finais.

Com 7.27 e 6.43 nas duas últimas ondas, Pedrinho selou a vitória e deixou a briga pelo segundo lugar entre Dennis e Neco.

O catarinense lutou muito pela virada e foi recompensado depois de mandar um aéreo e uma forte batida de frontside, arrancando 6.80 dos juízes.

Alandreson Martins e Marco Fernandez também viram a classificação escapar nos últimos minutos.

O atleta de Itacaré foi eliminado pelo catarinense Willian Cardoso (1o) e o carioca Igor Morais, que virou o duelo com 6.67 na última onda.

Alandreson tentou dar o troco com um aéreo rodando nos segundos finais, mas precisava de 5.08 e obteve 4.87.

Na oitava bateria do dia, Fernandez entrou na água com muita disposição e somou 6.83 numa esquerda que poderia ter sido mais valorizada.

Já o cearense Pablo Paulino contou com a boa vontade dos juízes e somou 8.10 e 4.50 em suas ondas.

Para piorar a situação de Marquinho, faltando cerca de três minutos, o carioca Marcelo Bispo achou uma bela esquerda e não deu mole, arrepiando de backside para obter 7.77 e pular de quarto para primeiro, deixando Pablo em segundo, Fernandez em terceiro e o paulista Ricardo Ferreira em quarto.

A sequência de eliminações teve fim com Franklin Serpa. O ilheense disparou na liderança da bateria com duas esquerdas atacadas com fortes rasgadas e batidas chutando a rabeta.

Com 6.83 e 6.53, Serpa deixou a briga pela segunda vaga entre o carioca Leo Neves (2o), o catarinense Pedro Norberto (3o) e o paulista Saulo Júnior.

"Infelizmente a galera perdeu nas baterias anteriores. O mar estava muito ruim e hoje deu melhorada, aí, nessas condições, às vezes a onda vem para um cara que está em quarto e ele consegue virar para primeiro porque vem muita onda, mas só uma ou outra é boa", diz Serpa.

"Estava muito chateado por não estar conseguindo surfar do jeito que queria nas baterias, mas fortaleci bastante o meu psicológico, fiquei me dando muita força e hoje consegui pegar umas ondinhas e vencer a bateria", comemora o atleta de Olivença.

Segunda fase

19 André Silva (Bra), Renato Galvão (Bra), Luel Felipe (Bra) e Bino Lopes (Bra)
20 Gabriel Medina (Bra), Thiago de Sousa (Bra), Wilson Nora (Bra) e Bruno Galini (Bra)
21 Leandro Bastos (Bra), Rudá Carvalho (Bra), Heitor Pereira (Bra) e Adrien Toyon (Reu)

Terceira fase

5 Franklin Serpa (Bra), Jean da Silva (Bra) e dois classificados da fase anterior