domingo, 17 de abril de 2011

Oakley Pro Junior chega ao Campeche

Atual campeão, Caio Ibelli garante presença no Oakley Pro Junior 2011. Foto: Basílio Ruy / Oakley.



Por Redação Waves.com.br

O primeiro campeão brasileiro da temporada será conhecido no feriadão da Semana Santa na Ilha da Magia. A praia do Campeche, Florianópolis (SC), foi a escolhida para receber o Oakley Pro Junior neste ano.

A decisão do título de melhor surfista profissional com até 20 anos do Brasil começa nesta terça-feira com as disputas até o domingo (24) de Páscoa.

Foi no Campeche que o paulista Caio Ibelli sagrou-se campeão brasileiro Pro Junior de 2010, mas o palco principal da competição era a praia da Joaquina. Caio estava na Austrália desde o início deste ano e só volta agora ao país para tentar um inédito bicampeonato brasileiro no evento promovido pelo seu patrocinador.

Esta será a sétima edição do Oakley Pro Junior, porém apenas a terceira valendo o título brasileiro da categoria sub-20. No início era um evento especial para convidados que classificava surfistas para um campeonato internacional da marca na Indonésia.

Em 2009, foi inaugurada uma parceria com a Associação Brasileira de Surf Profissional (Abrasp) e o Oakley Pro Junior passou a definir o campeão brasileiro Pro Junior da temporada. O primeiro título foi disputado nas ondas do Atalaia, Itajaí (SC). Depois de muitos anos, era a primeira vez que o famoso “point break” de esquerdas recebia uma competição de nível nacional.

A grande final foi entre dois grandes valores da nova geração brasileira que hoje defendem o país na elite do surf mundial, o ASP World Championship Tour. O catarinense Alejo Muniz superou o potiguar Jadson André para conquistar o primeiro caneco de campeão brasileiro Pro Junior da história da Abrasp.

No ano passado, o Oakley Pro Junior foi transferido para a praia da Joaquina, Florianópolis. No entanto, o evento sempre teve a mobilidade para procurar as melhores ondas como principal característica e o último dia foi realizado na praia do Campeche, onde as condições estavam bem melhores do que na Joaquina.

Foi um dia mágico de longas direitas para delírio dos jovens surfistas, que tiveram a rara oportunidade de competir em uma das melhores ondas do país. Caio Ibelli comandou o show no Riozinho do Campeche para faturar o título na final contra o baiano Marco Fernandez.

Os dois passaram por outras duas feras da nova geração nas semifinais, o pernambucano Ian Gouveia - que mora em Florianópolis - e o capixaba Krystian Kymmerson. Dos quatro, só Ian Gouveia não participará do Oakley Pro Junior neste ano.

Formato ASP O prazo das inscrições terminou na sexta-feira, mas ainda há vagas porque o limite de 80 participantes não foi atingido. Os 16 atletas melhores ranqueados no ano passado, que ainda tenham idade até 20 anos, entram de cabeças-de-chave no evento principal, quando o formato da competição passa a ser igual ao do antigo ASP World Tour com 48 competidores.

Os demais são divididos em duas fases da triagem, que define os 32 adversários dos top-16 nas baterias de três surfistas da rodada inicial. Os 16 vitoriosos avançam direto para a terceira fase, mas os derrotados têm nova chance de classificação na repescagem, quando os duelos passam a ser eliminatórios e no sistema homem-a-homem, que prossegue até a grande final.

Todos os 48 surfistas divididos nas 16 baterias do evento principal recebem premiação. No total, o Oakley Pro Junior 2011 vai distribuir R$ 40 mil durante a semana dos dias 19 a 24 de abril, inclusive aos que perderem na fase classificatória e na repescagem.

Estes recebem o prêmio mínimo pelas participações no campeonato. A presença confirmada de grandes talentos da nova geração do surf brasileiro é garantia de um verdadeiro show para o público, que certamente vai comparecer em grande número para acompanhar a primeira decisão do ano na praia do Campeche.


Leo Neves faz boa campanha

Leonardo Neves termina etapa escocesa O'Neill Coldwater Classic na quinta colocação. Foto: Bonnarme / Aquashot.


Por Redação Waves.com.br

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O australiano Brent Dorrington, 24, sagrou-se campeão do O'Neill Coldwater Classic 2011, etapa do WQS de nível 6 estrelas encerrada neste domingo em Thurso, Escócia.

É a primeira vitória do aussie, local da Gold Coast, no circuito mundial. Com o resultado ele soma 3.000 pontos no ranking unificado da ASP e leva para casa o cheque de US$ 20 mil.

Em final disputada em ondas de até 1 metro e séries demoradas, Dorrington não deu chances ao neozelandês Jay Quinn na decisão do evento.

O surfista somou 9.00 pontos contra 7.66 de Quinn para vencer o segundo o O'Neill Coldwater Classic desta temporada.

O brasileiro Leo Neves representou o Brasil no dia decisivo. Leo teve uma boa performance durante todo o evento e acabou barrado nas quartas-de-final pelo inspirado neozelandês Richard Christie.

Radicado na Espanha, o carioca abriu bem a bateria com notas 8.00 e 6.33, mas viu o adversário somar 8.03 e 8.93 para virar o placar. Com o resultado, Neves conquista 1.560 pontos no ranking da ASP e fatura US$ 2.950.

A próxima etapa do O'Neill Coldwater Classic 2011 acontece entre os dias 15 e 21 de outubro em Tofino, Canadá.

Resultado do O'Neill Coldwater Classic 2011

1 Brent Dorrington (Aus)

2 Jay Quinn (Nzl)

3 Richard Christie (Nzl)

3 Alain Riou (Tah)

5 Joan Duru (Fra)

5 Hodei Collazo (Esp)

5 Leonardo Neves (Bra)
5 Vincent Duvignac (Fra)

17 Yuri Sodré (Bra)

25 Krystian Kymerson (Bra)

49 Jano Belo (Bra)

49 Renato Galvão (Bra)

49 Willian Cardoso (Bra)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Léo e Yuri se seguram na prova

O'Neill Coldwater Classic 2011 rola em ótimas condições na Escócia. Foto: Sergio Villalba.


Por Redação Waves.com.br

Os cariocas Leonardo Neves e Yuri Sodré avançaram mais uma fase na O'Neill Coldwater Classic, etapa de nível 6 estrelas do WQS que rola nas geladas ondas de Thurso, Escócia.

Nesta sexta-feira, Leo somou 5.10 e 5.27 para avançar atrás do neozelandês Richard Christie, deixando para trás o sul-africano Brandon Jackson e o japonês Teppei Tajima.

Com 4.00 e 3.67, Sodré garantiu o segundo lugar no duelo com o inglês Micah Lester. Pior para o português Filipe Jervis e o francês Romain Laulhe.

O jovem capixaba Krystian Kymerson e o franco-brasileiro Patrick Beven foram eliminados da prova.

Mesmo com uma boa atuação, somando 8.10 e 3.17, Krystian caiu diante do francês Joan Duru e o japonês Yujiro Tsuji na batalha que contou ainda com o porto-riquenho Brian Toth.

O capixaba precisava de apenas 4.50 para avançar, mas não conseguiu a onda da virada.

Terceira fase

5 Adrien Toyon (Reu), Richard Christie (Nzl) e Yuri Sodré (Bra)
6 Romain Cloitre (Fra), Leonardo Neves (Bra) e Micah Lester (Ing)

Fernandez avança duas fases

Marco Fernandez está na terceira fase do Oakley Santa Catarina Pro. Foto arquivo: Fabriciano Jr.


Por Redação SurfBahia.com.br

Teve início nesta sexta-feira, na praia Mole, Florianópolis (SC), o Oakley Santa Catarina Pro, segunda etapa do circuito catarinense profissional.

O baiano Marco Fernandez fez bonito nas duas vezes que entrou na água e segue na briga pelo título.

Aurélio Santana também jogou duro na estreia e aguarda seu confronto na segunda fase.

Franklin Serpa e Alandreson Martins ainda não estrearam na competição.

Serpa é um dos cabeças-de-chave da prova e entra em ação na oitava bateria da segunda fase contra o cearense Argus Diniz e os catarinenses Fabio Carvalho e Bruno Silva.

Já Alandreson mede forças com o catarinense Marthen Pagliarini e os cearenses Adilton Mariano e Fábio Silva.

Fernandez foi o primeiro a entrar na água. O baiano de Arembepe somou 6.33 e 5.67 para derrotar o gaúcho Gustavo Berttoto e os catarinenses Cainã Barletta (2o) e Ricardo Wendhausen.

Duas baterias depois, Aurélio Santana descolou 5.10 e 4.37 na vitória sobre o cearense Fábio Silva (2o), o catarinenses David Martins e o paulista Cristiano Lima.

A baixa do dia foi Saul Moura, quarto colocado na batalha com o catarinense Diego Michereff (2o) e os cearenses Gutembergue Silva (1o) e Icaro Lopes.

Na segunda fase, Marco Fernandez voltou ao outside e garantiu o segundo lugar no duelo vencido pelo catarinense Diego Rosa, autor de 6.33 e 4.50.

Com 4.47 e 3.87, Marquinho levou a melhor sobre o catarinense Netto Moura e o paulista Evandro Lima.

Ainda pela segunda fase, Aurélio Santana enfrenta o pernambucano César Aguiar e os catarinenses Petterson Thomaz e Rodrigo Farias.

Fernandez aguarda o término da segunda fase para conhecer seu último adversário. Já estão escalados em sua bateria na abertura da terceira fase o paulista Magno Pacheco e o catarinense Tiago Bianchini.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Leo Neves se destaca nas águas geladas da Escócia

Leonardo Neves registra 16.00 pontos na abertura do O'Neill Coldwater Classic em Brims Ness, Escócia. Foto: Aquashot / Aspeurope.com.


Por Redação Waves.com.br

O carioca Leonardo Neves arrepiou na abertura do O'Neill Coldwater Classic em Thurso, Escócia.

Em ondas geladas, Leo registrou um dos maiores somatórios do dia (16.00) depois de somar 7.17 e 8.83 na vitória sobre o francês Adrien Toyon, de Ilhas Reunião, o norte-americano Dane Anderson e o inglês Oli Adams.

Também com uma atuação expressiva, o jovem capixaba Krystian Kymerson não tomou conhecimento dos adversários e totalizou 13.70 pontos para bater o francês Marc Lacomare (2o), o sul-africano Beyrick De Vries e o havaiano Morgan Faulkner.

Numa cena inusitada, o franco-brasileiro Patrick Beven venceu sua bateria com apenas uma onda. O niteroiense residente na França abriu a disputa com a segunda maior nota da prova (9.33) para passar pelo norte-americano Nathaniel Curran (3o) e os ingleses Jayce Robinson (2o) e Alan Stokes.

A pontuação de Beven foi superada apenas pelo inglês Micah Lester, autor da primeira nota da competição na Escócia.

Outro brasileiro classificado à segunda fase é Yuri Sodré, vice-campeão da etapa em 2010. Com 2.33 e 5.33, Yuri superou o norte-americano Jared Thorne (2o), o português Ruben Gonzalez e o aussie Nick Riley.

As baixas do dia foram Jano Belo, Willian Cardoso e Renato Galvão. Jano fez uma boa apresentação e somou 4.90 e 6.47, mas seus adversários também estavam inspirados e levaram a melhor.

O francês Gordon Fontaine mandou 7.17 e 6.13 para vencer o duelo, seguido pelo porto-riquenho Brian Toth, autor de 6.60 e 5.67.

Willian e Galvão foram eliminados na última onda. O catarinense viu o japonês Teppei Tajima interromper sua sequência de dois pódios no WQS depois de arrancar 6.17 na última onda, avançando atrás do espanhol Indar Perez.

Galvão também estava em segundo e viu o basco Norman Landa sair da quarta posição com 7.10 nos instantes finais.

Segunda fase

2 Yujiro Tsuji (Jap), Brian Toth (Pri), Joan Duru (Fra), Krystian Kymerson (Bra)
6 Billy Stairmand (Nzl), Russell Winter (Ing), Lincoln Taylor (Aus) e Patrick Beven (Fra)
8 Teppei Tajima (Jap), Brandon Jackson (Afr), Leo Neves (Bra) e Richard Christie (Nzl)

9 Romain Laulhe (Fra), Yuri Sodré (Bra), Filipe Jervis (Por) e Micah Lester (Ing)

Mineiro conversa com o SurfBahia

Mineirinho durante vitória no WQS da Praia do Forte. Foto: Pedro Campos


Por Redação surfbahia.com.br

Principal brasileiro na elite do surf mundial, o guarujaense Adriano de Souza tem uma forte ligação com a Bahia. Foi lá que, em 2006, ele deu um salto enorme rumo ao World Tour depois de uma inesquecível vitória contra Neco Padaratz na final do WQS na Costa do Sauípe. Também no litoral baiano, Adriano levou a galera ao delírio ao vencer outra etapa do WQS, dessa vez na Praia do Forte, em 2008. Fã da tapioca baiana e da ótima energia do Estado, o top da elite mundial não economiza elogios ao comentar suas passagens pela Bahia. Em entrevista exclusiva concedida na Austrália, pouco antes da segunda etapa do World Tour em Bell's Beach, Adriano de Souza relembra as vitórias no Sauípe e Praia do Forte, analisa os principais surfistas da Bahia e exalta o big rider Danilo Couto. Você sempre diz que tem uma ótima relação com a Bahia. Conte um pouco sobre isso.

Minha relação com a Bahia não poderia ser melhor. Sempre que fui competir ou fazer barca de free surf, fui bem recebido por todos. A única declaração que eu posso fazer é que nos dois WQS em que competi na Bahia fui campeão, portanto o axé da Bahia está comigo sempre.

Qual a importância daquela vitória no Sauípe em sua carreira?

O Sauípe, na verdade, foi o evento que me colocou pra cima da vaga do WCT na época, ainda mais com a final eletrizante contra o Neco. Adorei conhecer o Sauípe, as ondas são boas, o lugar mais ainda. Tudo isso ficou marcado na minha carrera.

Aquela final contra o Neco marcava o encontro entre duas gerações do surf brasileiro. Mesmo com toda a história de Neco, a torcida foi ao delírio quando você virou. Durante o evento, em algum momento você sentiu que a torcida estava a seu favor?

Bom, antes de entrar na final, estava conversando com Danilo Costa e ele me disse uma coisa antes de eu entrar no mar: “Você vai ganhar, está todo mundo a seu favor. Vai lá ganhar esse campeonato”. Foi ali que eu me toquei que a torcida estava a meu favor. Claro que a torcida ajuda mais o Neco, com tanta história no país e com surf animal. Não vou enganar que ele me deixou nervoso. Mas o axé da Bahia me ajudou nos últimos minutos para que eu levasse o evento.

Mesmo estando bem no World Tour, você fez questão de voltar à Bahia para disputar uma etapa 5 estrelas na Praia do Forte. Por que optou por disputar aquele evento?

Na época, eu estava entre o top 5 do World Tour e não precisava correr o WQS, mas a maior razão de eu competir naquele evento foi a ex-namorada. Competir ali foi uma das melhores decisões que já tive, e vencer o campeonato confirmou ainda mais a minha decisão. Não vou mentir, mas todas as vezes em que vou para a Bahia me sinto uma pessoa melhor. A comida, as pessoas, enfim, são esses fatores que me levaram também a competir naquele evento. Só de lembrar das tapiocas de lá, ja me dá saudades!
E esse título no Forte, o que mais te marcou naquela campanha?

As tapiocas (muitos risos)! O lugar é inacreditável, direitas de um lado e esquerda do outro. O pico é alucinante, sempre que meus amigos falam da Bahia eu cito o Forte como referência.

Dos picos que visitou na Bahia, onde pegou as melhores ondas?

Adoro Itacaré. Não sei porquê, mas a afinidade com as ondas me deixaram a gostar mais de lá do que dos outros lugares, mas a Bahia tem uma imensa costa e sei que tem altas bancadas protegidas pelos locais. Estou aguardando um convite dos locais pra surfar essas ondas inéditas.

É verdade que você adquiriu um terreno em Itacaré?

É verdade. Eu comprei um terreno, sim, porque eu adoro essa região e quando eu me aposentar, quem sabe eu possa descansar no paraíso (risos)!

A Bahia teve três atletas no World Tour - Jojó, Mandinho e Spirro. O que achou deles?

Sei que a Bahia vai ficar triste com essa noticia, mas o Jojó eu não considero baiano porque eu cresci vendo-o surfar no Guarujá. Desde que eu me conheço como gente, vejo a linha de surf do Jojó, portanto eu considero o Jojó guarujaense. Ainda por cima, ele mora na mesma rua onde moro no Guarujá, então não dá pra acreditar e considerá-lo baiano (risos).

Eu gostava muito das atitudes do Spirro no WCT. Entrou super bem e, pra mim, ele foi o cara que mais se destacou entre os melhores na época.

Na atualidade, o melhor surfista baiano está sendo o Danilo Couto, pelo trabalho que está fazendo nas ondas gigantes. Da nova geração, eu curto muito o Franklin Serpa pelo estilo e radicalidade que ele tem.

Há muitos anos, talvez em sua primeira viagem para a Bahia, você passou um tempo em Ilhéus, na casa de Dennis Tihara. Hoje em dia ele tem mandado bem no free surf e inclusive fez um 9.9 em Pipeline com uma Tokoro que você deu a ele. Desde que saiu da Rusty, ele está sem patrocínio. Em sua opinião, o que está faltando para ele conseguir uma marca?

Não lembro quando foi a minha primeira passagem pela Bahia. Eu sei que eu fiz uma trip pra lá pra competir no Grom Search da Rip Curl e acabei ganhando. Era um evento de manobras radicais. A primeira lembrança que eu tenho da Bahia foi essa viagem, e na sequência fui pra casa do Dennis.

Na época eu era Hang Loose e ele era Rusty, praticamente do mesmo dono (Alfio Lagnado), daí tive essa conexão de cara com Dennis e fiquei na casa dele por uns 10 dias. Foi demais a viagem. Conheci os familiares dele, o irmão de Dennis se amarra no surf, então a família era 100%.

Eu estava devendo uma quilha da FCS para o Dennis que ele tinha me emprestado no Tahiti e daí, quando o cruzei no Hawaii, ele me falou que estava meio mal de prancha, portanto dei essa força pra ele e dei uma Tokoro 6'10 feita pra Pipe. Quando o vi pegar o tubo nota 9.9, ali ele já pagou a diferença da quilha por uma Tokoro zerada!!! O foco do Dennis no momento está sendo free surf, e com certeza no ano passado ele estava se jogando nas ondas grandes. Espero que ele consiga um patrocínio pra dar continuidade a esse trabalho bem feito.

Você está sempre por dentro do que acontece no surf brasileiro e de olho nos novos talentos. Qual a análise que faz dos atletas da atual geração baiana?

O Rudá foi o que mais se destacou no ano passado, com a final no Brasil Surf Pro do Cupe (PE). Eu vi as baterias da semifinal e a final, achei que ele teve uma atitude de campeão, foi pra cima com manobras inovadoras. O Bruno Galini também me impressionou com a vitória na Joaquina. Fernandez é bizarro, tem um backside sinistro, muito forte. É super novo e pode dar muitas duras nos mais velhos. O Bino está evoluindo a cada ano que passa e promete, com certeza, quebrar tudo em 2011. Estou torcendo por essa nova safra baiana no WQS. Quem sabe um dia a gente possa ver mais um deles, como vimos Mandinho e Spirro.

Algum baiano já te deu muito trabalho nas baterias?

Todos são feras e por isso eu não dou mole (risos), mas já perdi inúmeras vezes.

Tem acompanhado o XXL? Acha que vai dar Danilo Couto desta vez?

Se ele não ganhar, vamos ter que bater na porta da Billabong (muitos risos)!

Você já venceu uma etapa do Super Trials (hoje Brasil Tour) nas congelantes ondas do Cassino (Rio Grande do Sul) e comentou uma cena inusitada com Jerônimo Bonfim. Fala pra galera o que aconteceu.

O Bonfá, esse cara foi sinistro de cair no Extremo Sul sem roupa de borracha. Foi guerreiro, como todos os baianos mundo afora, mas aquele frio estava insuportável. Eu estava de roupa de borracha 4.3 e estava morrendo de frio (risos)! Enfim, mais uma história que vivenciei nesses 8 anos de carreira como profissional.

Para finalizar, manda um alô pra todos que te admiram na Bahia.

Queria agradecer a todos os baianos que estão ligados no WT. Sei que vocês estão torcendo por mim, apesar de após falar que eu considero o Jojó guarujaense, perdi um pouco do público (risos). Mas quero mesmo desejar muito axé a todos que são apaixonado pelo esporte!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Gabriel convidado para dar trabalho aos Top's

Gabriel Medina disputa etapa do World Tour em Bells Beach pelo segundo ano consecutivo. Foto: © Robertson / ASP.


Por Redação Waves.com.br

O brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Bethany Hamilton são os convidados do Rip Curl Pro, segunda etapa do World Tour 2011 que acontece entre os dias 19 e 30 de abril em Bells Beach, Austrália.

Na última temporada, convidado pela primeira vez para o evento, Medina teve ótimo desempenho e chegou a derrotar o norte-americano CJ Hobgood, campeão mundial de 2001, na bateria de repescagem.

Na fase seguinte, o brasileiro deu trabalho ao bicampeão mundial Mick Fanning, mas acabou barrado pelo aussie na terceira fase da competição.

Fanning foi o carrasco do jovem surfista, na época com 16 anos, pois já havia derrotado o brasileiro no primeiro round em Bells Beach.

"Ganhei bastante experiência desde a última temporada. Enfrentar Mick Fanning duas vezes no mesmo campeonato me ajudou a aprender como competir melhor neste ano", declara Medina.

Hoje com 17 anos, Medina traz no currículo os títulos de campeão do Rip Curl Grom Search Intenacional em 2010 na mesma Bells Beach e campeão Mundial Amador 2010 na categoria abaixo dos 20 anos, conquistado na Nova Zelândia.

Além disso, com apenas 15 anos, Medina faturou uma etapa do WQS de nível 6 estrelas na praia Mole, Florianópolis (SC).

Já Bethany Hamilton ficou conhecida mundialmente em 2003, depois de sobreviver a um ataque de tubarão na ilha de Kauai, Hawaii, que lhe tirou o braço esquerdo.

A havaiana não abandonou às competições e surpreendeu o mundo ao conseguir surfar de igual para igual com atletas de ponta. Na luta para chegar à elite do surf mundial, Bethany tem nova chance de testar o surf contra as melhores atletas do mundo.

A atleta também não é estreante, participou como convidada do Rip Curl Pro Portugal e do Rip Curl Pro Search em Porto Rico na última temporada.

"Este ano, em especial, a elite feminina tem muitas atletas novas de alto nível e bem competitivas. Elas têm tanto talento que empurraram o nível do surf feminino. Só de assistir já é emocionante, por isso estou muito animada por competir", afirma Bethany.