terça-feira, 12 de outubro de 2010

Trio ilheense na segunda fase

Bruno Galini faz boa estreia no SuperSurf Internacional na Barra (RJ). Foto: Tiago Navas / SuperSurf


Por Redação Surfbahia.com.br

Os baianos Alandreso Martins, Franklin Serpa, Bino Lopes e Bruno Galini estão classificados à segunda fase do SuperSurf International, etapa de nível 6 estrelas do WQS iniciada nesta terça-feira, em ondas de até 2 metros de face e formação irregular na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ).

A única baixa do dia foi André Teixeira, eliminado pelo carioca Marcelo Bispo e Franklin Serpa. Já Rudá Carvalho, Dennis Tihara, Marco Fernandez e Wilson Nora estreiam apenas na segunda fase.

Alandreson foi o primeiro a entrar na água. Ele somou 4.00 e 5.33 para avançar atrás do paraibano Ulisses Meira, autor de 6.00 e 4.40. Pior para o costa-riquenho Carlos Muñoz, que perdeu precisando de 4.51.

Na sexta bateria, o carioca Marcelo Bispo impediu uma dobradinha baiana e superou Franklin Serpa (2o) e André Teixeira na disputa que reuniu ainda o costa-riquenho Jason Torres.

Em condições bastante difíceis, com o forte vento impedindo que os atletas escutassem a locução, Serpa somou 3.33 e 3.83, enquanto André obteve 3.33 e 3.13.

Por pouco Jason Torres não frustrou de vez a torcida baiana. Na última onda, costa-riquenho precisava de 4.33 e somou 4.10.

Com boas atuações de backside, Bino Lopes e Bruno Galini estrearam com vitória na prova, mesmo sem conseguirem achar ondas abrindo na Barra.

Bino somou 4.33 e 4.93 para derrotar o paulista Thiago Guimarães (2o), o pernambucano radicado no Rio Júlio César e o atleta de Trindad e Tobago Chris Dennis.

Já Galini obteve 4.20 e 6.00 nas duas últimas ondas, deixando em segundo o francês Adrien Toyan, das Ilhas Reunião, em terceiro o carioca David Romer e em quarto o catarinense Rodrigo Waslavick.

Nesta quarta, a prova recomeça às 8 horas. Logo na primeira bateria do dia, Dennis Tihara enfrenta o catarinense Neco Padaratz, o cearense Dunga Neto e o carioca Pedro Henrique.

Segunda fase

1 Neco Padaratz (Bra), Dennis Tihara (Bra), Dunga Neto (Bra) e Pedro Henrique (Bra)
5 Willian Cardoso (Bra), Danilo Costa (Bra), Igor Morais (Bra) e Alandreson Martins (Bra)
8 Pablo Paulino (Bra), Ricardo Ferreira (Bra), Marco Fernandez (Bra) e Marcelo Bispo (Bra)
9 Leonardo Neves (Bra), Saulo Júnior (Bra), Pedro Norberto (Bra) e Franklin Serpa (Bra)
19 André Silva (Bra), Renato Galvão (Bra), Luel Felipe (Bra) e Bino Lopes (Bra)
20 Gabriel Medina (Bra), Thiago de Sousa (Bra), Wilson Nora (Bra) e Bruno Galini (Bra)
21 Leandro Bastos (Bra), Rudá Carvalho (Bra), Heitor Pereira (Bra) e Adrien Toyon (Reu)

Jadson salvo no ultimo drop

Com uma virada brilhante nos últimos instantes, o potiguar Jadson André derrotou o norte-americano Brett Simpson e garantiu vaga na quarta fase do Rip Curl Pro na tarde desta terça-feira (12/10) em Peniche, Portugal.

Depois de checar as condições em Supertubos que não eram favoráveis pela manhã, a direção de prova optou por utilizar um dos palanques alternativos e recomeçar a competição na praia dos Belgas, onde as ondas quebraram com até 1 metro durante todo o dia e vento maral suave.

Para garantir a vitória no terceiro round, Jadson André arriscou tudo nos segundos finais da bateria e completou dois aéreos alucinantes de frontside na mesma onda, para vencer o confronto que foi dominado por Brett Simpson praticamente do início ao fim, pelo apertado placar de 13.83 a 13.67 pontos.

Depois de ver o norte-americano arrancar facilmente as notas com os aéreos, Jadson conseguiu a esquerda salvadora pela qual havia esperado durante todo duelo e logo depois saiu da água aplaudido para comemorar com a torcida na areia.

"Eu amo surfar em Supertubos porque amo os tubos, mas também gosto muito desta onda aqui. Eu estava só olhando o Brett Simpson conseguir as notas com os áereos e pensei que eu tinha que dar logo dois, então arrisquei tudo e deu certo", comemora Jadson André.

"Tive muitas oportunidades, mas caí em várias ondas. Eu sabia que precisava de uma pontuação alta e aquela onda foi perfeita. Quando aterrisei do segundo aéreo fiquei muito feliz", complementa o potiguar.

Atual líder do ranking, o eneacampeão mundial Kelly Slater conseguiu seu melhor resultado da carreira em Portugal ao passar para a quarta fase.

Com um placar de 13.17 a 11.60, ele despachou sem dificuldades o compatriota Gabe Kling, que não entrou em sintonia durante a disputa e errou muitas manobras.

"Você não pode ter um plano pré-definido lá fora. Você tem que estar ativo o tempo todo e pegar muitas ondas. Era isto que eu estava buscando em minha bateria. Quero vencê-las, então preciso ser agressivo e buscar grandes pontuações, mas também é preciso ser esperto para garantir suas ondas", revela Kelly Slater.

Para a felicidade de Slater, ele assistiu uma das principais ameaças ao seu possível décimo título mundial ser eliminada precocemente em Portugal.

Atual campeão mundial e defensor do título da etapa, o australiano Mick Fanning caiu diante de um inspirado Travis Logie, que vinha de más atuações na etapas anteriores e agora está dando muita dor de cabeça aos adversários.

Derrotado pelo apertado placar de 16.04 a 15.93, Fanning nada pode fazer contra as potentes manobras do sul-africano, que foi o autor da virada mais impressioanante do dia. Nos últimos duelos tem sido orientado pelo próprio Kelly Slater, seu parceiro de equipe e agora técnico.

"Eu não posso acreditar. Na metade da bateria eu estava em combinação e não sabia o que estava fazendo de errado. Então, eu consegui duas boas direitas e tentei surfar o melhor que pude. As pontuacões demoraram para sair. Quando soube que havia tomado a dianteira o Fanning ainda pegou uma boa. Estou amarradão", comemora Travis Logie.

"Com certeza este é um evento crucial para mim. Eu perdi muitas baterias por muito pouco e realmente preciso conseguir bons resultados se quiser sobreviver ao corte depois de Pipeline. Estas duas últimas baterias me deram muita confiança e espero continuar neste caminho", complementa o sul-africano.

Apesar da queda do australiano, o sul-africano Jordy Smith continua na segunda posição do ranking e apesar da grande distância de pontos, ainda pode ser uma pedra no sapato de Kelly Slater.

Owen nota 10 Estreante na elite mundial do surf, o jovem australiano Owen Wright protagonizou o momento mais emocionante do dia e levou a torcida ao delírio com a primeira nota 10 do evento, conquistada com um aéreo rodando impressionante e aterrissagem perfeita em uma esquerda, quando saía da água para trocar de prancha, que estava trincada ao meio.

"Eu tinha realmente trincado minha prancha na onda anterior e estava apenas saindo para trocá-la, mas a junção armou na minha frente e mandei aquele aéreo. Sinceramente voei mais alto do que eu imaginava e achei que sairia rodando para trás da onda. Fiquei muito empolgado quando ouvi o placar", surpreende-se Owen Wright.

Com mais uma nota 7.50 somada, ele não deu chance alguma ao seu compatriota Kai Otton, que anteriormente havia eliminado o tricampeão mundial Andy Irons, mas desta vez não teve chances. Placar final: 17.50 a 12.80 pontos.

O dia foi marcado por baterias muito disputadas e vitórias por pequenas diferenças de pontos em sua maioria.

Combate aéreo Com o formato novo, vigente desde a segunda metade da temporada, depois do corte promovido pela ASP, na quarta fase nenhum surfista é eliminado.

Eles voltam a se enfrentar com três homens na água e em baterias sem prioridade. O vencedor avança direto às quartas-de-final, enquanto os outros dois encaram a quinta fase em baterias homem-a-homem.

Neste desafio, o potiguar Jadson André irá enfrentar o sul-africano Jordy Smith e o australiano Owen Wright. Os três são conhecidos por terem nos aéreos suas armas mais mortais e certamente assistiremos a um show de surf moderno e progressivo, assim como valoriza o novo critério de julgamento do circuito.

Uma nova chamada para possível reinício da competição acontece nesta quarta-feira às 4 horas da manhã (horário de Brasília) na praia dos Belgas.

Quarta fase do Rip Curl Pro 2010

1 Matt Wilkinson (Aus), Michel Bourez (Tah) e Adrian Buchan (Aus)
2 Damien Hobgood (Eua), Chris Davidson (Aus) e Kelly Slater (EUA)
3 Travis Logie (Afr), Jeremy Flores (Fra) e Patrick Gudauskas (EUA)
4 Owen Wright (Aus), Jadson André (Bra) e Jordy Smith (Afr)

Terceira fase

1 Matt Wilkinson (Aus) 14.67 x Taj Burrow (Aus) 14.50
2 Michel Bourez (Tah) 11.00 x Daniel Ross (Aus) 7.56
3 Adrian Buchan (Aus) 11.17 x Dusty Payne (Haw) 10.40
4 Damien Hobgood (EUA) 10.90 x Tom Whitaker (Aus) 10.24
5 Chris Davidson (Aus) 12.60 x Taylor Knox (EUA) 10.67
6 Kelly Slater (EUA) 13.17 x Gabe Kling (EUA) 11.60
7 Travis Logie (Afr) 16.04 x Mick Fanning (Aus) 15.93
8 Jeremy Flores (Fra) 10.60 x Bobby Martinez (EUA) 8.50
9 Patrick Gudauskas (EUA) 13.77 x CJ Hobgood (EUA) 8.70
10 Owen Wright (Aus) 17.50 x Kai Otton (Aus) 12.80
11 Jadson André (Bra) 13.83 x Brett Simpson (EUA) 13.67
12 Jordy Smith (Afr) 13.17 x Dean Morrison (Aus) 11.26

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Jadson cresce pra cima de Andy

Jadson André manda bem nos tubos de frontside. Foto: © ASP / Kirstin.


Por Redação Waves.com.br

Finalmente o vento terral entrou em Supertubos e as baterias voltaram para a água em bons tubos, que quebram com mais de 1 metro na manhã desta segunda-feira (11/10) em Peniche, Portugal.

O potiguar Jadson André teve uma bela atuação. Com 14.27 pontos somados, ele mandou para a repescagem o tricampeão mundial Andy Irons e o norte-americano Patrick Gudauskas.

Para isto, ele andou fundo e com muita velocidade nos tubos para a esquerda e disputou forte as ondas com Andy Irons, que passou perto de conseguir a virada, mas não foi suficiente para deter o inspirado brasileiro, que surfa totalmente à vontade e muito sintonizado com os tubos portugueses.

"Ontem eu até pensei que o campeonato não ia rolar, mas fizeram a chamada. Eu estava tranquilo porque minha bateria era a última. Ontem realmente estava muito difícil, mas se no final de tarde tivesse rolado minha bateria eu poderia ter feito alguma coisa, porque a maré ficou cheia e a onda ficou bem parecida com o Nordeste", explica Jadson André.

"Graças a Deus que eu não competi ontem, porque talvez se eu tivesse passado ontem dando aéreo iriam falar que eu só passei do Andy porque foi aéreo. Hoje eu competi em altos tubos e foi melhor ainda ter passado assim. Espero que na próxima eu continue assim", deseja Jadson André.

Já o niteroienses Bruno Santos não teve a mesma sorte e acabou eliminado pelo eneacampeão mundial Kelly Slater na repescagem por 14.17 a 7.30 pontos.

Bruninho fez o possível e se atirou em todos os tubos que apareceram. Apesar de andar muito profundamente em todos eles, encontrou a saída em apenas um, que foi avaliado pelos juízes em 5.50.

"Pedreira, ainda mais homem-a-homem. Ontem estava ruim, fechando e sem tubos. Hoje eu estava bem confiante. Apesar do Kelly ser um adversário como outro qualquer, o cara é o melhor desde 2 pés de ondas no meio da Barra até o Eddie Aikau, mas quando tem tubo eu estou sempre confiante. Mesmo assim você sabe que sempre tem que fazer algo a mais para conseguir as notas", diz Bruno Santos.

O norte-americano não só entubou com maestria de backside nas esquerdas, como também competiu com inteligente estratégia. Depois de inúmeros tubos, em seus melhores Slater somou notas 7.50 e 6.67 e partiu para a marcação todas a vezes em teve a prioridade, não dando chances ao brasileiro de pegar as melhores.

"Eu fiquei esperando pelas melhores e procurando dropar sempre bem deep, mas acabou não dando. Mas tá show, estou amarradão por ter tido mais esta oportunidade de participar e fica pra próxima, vamos assistir o show da galera agora e torcer para o Mineiro e pro Jadson", finaliza Bruno Santos.

Algumas baterias depois o paulista Adriano de Souza foi eliminado pelo australiano Dean Morrison também na repescagem por 13.67 a 11.43. O brasileiro tinha bateria ganha e dominou quase todo confronto depois de bons tubos para os dois lados, porém falhou no jogo da prioridade.

Nos últimos minutos o australiano precisava de 5.77 para virar, nada impossível em ondas como estas, mas Adriano optou por não marcá-lo e investiu em uma esquedinha sem potencial, que deu a prioridade a Morrison. Sozinho no outside e sem marcação, ele ficou livre para escolher a onda que quis e tirou um tubão para a direita, que foi avaliado em 8.00 pontos pelos juízes, nota que lhe deu a vitória sem dificuldades.

Na sequência seguem na água as baterias da repescagem e de acordo com a direção de prova, esta rodada deve ser finalizada ainda nesta segunda-feira.

Repescagem do Rip Curl Pro 2010

1 Kelly Slater (EUA) 14.17 x Bruno Santos (Bra) 7.30
2 Jordy Smith (Afr) 12.90 x Marlon Lipke (Ale) 11.63
3 Travis Logie (Afr) 16.06 x Dane Reynolds (Eua) 8.50
4 Dean Morrison (Aus) 13.67 x Adriano de Souza (Bra) 11.43
5 Adrian Buchan (Aus) x Luke Munro (Aus)
6 CJ Hobgood (EUA) x Roy Powers (Haw)
7 Michel Bourez (Tah) x Luke Stedman (Aus)
8 Andy Irons (Haw) x Kai Otton (Aus)
9 Fredrick Patacchia (Haw) x Patrick Gudauskas (EUA)
10 Kieren Perrow (Aus) x Daniel Ross (Aus)
11 Chris Davidson (Aus) x Adam Melling (Aus)
12 Tiago Pires (Por) x Brett Simpson (EUA)

Flávio vence 1ª etapa

Flávio Galini vence na open. foto: Paulo Fontes

Por Redação RipStar.com.br

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Terminou neste domingo, 10 de outubro, na cabana Porto Bahia, zona sul de Ilhéus, a 1ª etapa do Circuito Maremoto/Lanyllas Surf Open 2010, válido pelo circuito municipal.

O evento contou com atletas de Salvador, Itacaré, Itabuna, Maraú, Valença e foi realizado em ondas de meio metro com formação prejudicada pelo vento.

Quem levou a melhor na categoria open foi Flávio Galini, atleta patrocinado pela Lanyllas, que achou ondas com mais parede e manobrou forte, conseguindo arrancar as maiores notas e vencendo mais uma em 2010.


Flávio brigou palmo a palmo com o itacareense Iago Silva, que acabou com a segunda posição na prova. O ilheense Tiago Benevides, que vinha impressionando com uma linha de inversões ao extremo, não achou as ondas e ficou em terceiro, deixando seu conterrâneo, Marcelo Alves, em quarto.

Na categoria Júnior, quem deu o show foi o itacareense Iago Silva, achando duas ondas muito boas, destruindo tudo até beira e vencendo a etapa. O atleta é patrocinado pela Cobra D'agua e só foi ameaçado pelo vice-campeão da prova, o ilheense Saulo Marques, que decolou de aéreo reverse mas não conseguiu a virada. O ilheense Gustavo Aragão terminou em terceiro, enquanto o itacareense Alex Dias finalizou em quarto.

Na categoria open master o que foi visto foram boas linhas e muita competitividade dos atletas. O grande campeão foi o ilheense Marcelo Alves, que aos 38 anos surfa com muita velocidade e fluidez, parecendo um menino. Em segundo ficou o itabunense Alex Pereba, deixando Davi do Skate em terceiro e o carioca Omar Caneta em quarto.

A categoria mirim foi um show de surf proporcionado pela nova geração baiana. Quem surfou muito para vencer na Cabana Porto Bahia foi o ilheense Herbert Vieira, talento da nova geração que evolui a cada etapa.

Em segundo ficou o itacareense Nicolas Carvalho, deixando seu conterrâneo, Davi Silva, em terceiro e o ilheense Gustavo Aragão, em quarto.


A categoria iniciante foi vencida pelo fantástico ilheense Wallace Júnior, que mais uma vez conquistou a praia com suas linhas de gente grande, sempre atacando no momento certo. Em segundo ficou outra grande promessa, Lucas Gabriel, deixando Taiwan Chun em terceiro e Rafael Melgaço em quarto.

Na infantil, Wallace Júnior repetiu a dose e faturou a etapa, deixando Taiwan Chun em segundo, Davi do Skate Júnior em terceiro e Bruno Souza em quarto.


Para selar a felicidade de Wallace Júnior, a Maremoto anunciou durante a premiação a contratação do atleta para sua equipe, levando o público ao delírio.

O MAREMOTO/LANYLLAS SURF OPEN é válido pela primeira etapa do Circuito ilheense de Surf 2010 e tem o patrocínio da Maremoto e Lanyllas Surf Shop, contando com o apoio das pranchas Jaguara, RIPSTAR, Gabriela FM 102,9, Ferrari Vidros, Cabana Porto Bahia, Vídeo Life, H&B Desenho Publicitário, Projeto Ondas, Itacaré Surf Camp, Surfbahia, Pimentanamuqueca, r2cpress, Jornal Bahia Hoje, Associação ilheense de Surf e é promovida pela IPSO Eventos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Leandro Bastos vence revanche

Leandro Bastos é campeão do Oakley Rio Pro no Arpoador (RJ). Foto: Daniel Smorigo/ ASP South America.


Por Redação Waves.com.br

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O carioca Leandro Bastos é o campeão do Oakley Rio Pro International, etapa de nível 6 estrelas do WQS encerrada neste domingo, em ondas de 1,5 metros e formação regular no Arpoador, Rio de Janeiro (RJ).

Em decisão muito acirrada, Leandrinho triturou as esquerdas do Arpex com fortes pauladas e batidas de backside, somando a maior nota da competição (9.60) e ainda um 5.63 na vitória sobre o espanhol Aritz Aranburu, do País Basco.

É a primeira vitória de Leandrinho na divisão de acesso do circuito mundial e a segunda vez que ele e Aritz se enfrentam na decisão de uma etapa.

Na primeira delas, em 2007, o atleta do País Basco derrotou o brazuca no paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

Para dar o troco no adversário, Bastos entrou na água com total disposição, característica marcante do atleta revelado na praia do Recreio dos Bandeirantes, zona Oeste do Rio.

Com duas vitórias no Brasil no curriculo - Noronha (2007) e praia Mole (2010) -, Aritz chegou à final cheio de moral, principalmente depois de eliminar o local Simão Romão, bicampeão da etapa.

O espanhol chegou a liderar o duelo com 5.67 e 4.27, mas viu Leandrinho levar o público ao delírio depois de agredir uma esquerda com seus famosos coices de backside, arrancando 9.60 dos juízes.

Precisando de 9.56, Aritz ainda tentou dar o troco na última onda com uma forte rasgada de uma paulada vertical na junção, mas obteve apenas 6.90.

"Quero agradecer a Deus, minha família, minha namorada, meus amigos e todos que estão na praia. A energia positiva deles é muito importante, glória a Deus", comemora Leandrinho.

O carioca falou também sobre a revanche contra Aritz. "Eu procurei não lembrar disso, mas não teve como. Fiquei um pouco nervoso no início, apesar de estar surfando bem. O nervosismo tomou conta de mim, mas procurei respirar e ficar calmo, já que era uma bateria de 35 minutos. Achei uma onda muito boa, abençoada, lisa, que deu pra mostrar tudo o que eu sei e buscar o melhor resultado da minha carreira", continua o atleta, que embolsou US$ 20 mil e somou 3000 pontos no ranking.

Na última segunda-feira, Leandro havia saído bastante chateado do Arpoador, depois de uma bateria tensa contra Simão Romão na semifinal do Estadual Pro.

Os dois surfaram espremidos na laje do Arpex e se chocaram na água diversas vezes, causando muita polêmica na prova.

Leandrinho se deu mal numa disputa de onda no último minuto e perdeu para Simão na semi, deixando de assumir a liderança do ranking estadual.

"Foi difícil de engolir, mas procurei esquecer e ficar com a cabeça boa para disputar o WQS. O Simão é um moleque que conhece essa onda mais do que ninguém, pois cresceu e aprendeu a surfar aqui. Vi suas vitórias nos outros anos e isso me deu muita motivação. Treinei muito aqui, saía sempre do Recreio às 5 da manhã pra pegar onda, então acho que o esforço foi recompensado", desabafa Leandro.

"Quero dedicar esta vitória à minha avó materna América, pois na minha última vitória eu dediquei o título à minha avó paterna, que já faleceu, e ela (América) ficava brincando comigo, perguntando se eu esperaria ela morrer para dedicar uma vitória a ela. Isso pra ela, para a minha avó América", dedica o campeão.

Para Aritz, o resultado foi muito bom. “Foi um ótimo campeonato pra mim, mesmo não ganhando como eu queria”, disse Aritz Aranburu.

“Acho que o Leandro foi o melhor surfista durante toda a semana aqui, ele realmente mostrou as habilidades de um local do pico, surfou muito bem e mereceu a vitória. Ele pegou uma esquerda muito boa, não aliviou as manobras e eu já sabia que ia sair um high-score (nota alta) para ele. Lá em Fernando de Noronha consegui ganhar dele, aqui ele me venceu, então estamos empatados agora”.

Nas semifinais, Aritz passou pelo jovem pernambucano Luel Felipe, 19, enquanto Leandrinho superou o japonês Masatoshi Ohno.

Luel foi umas das revelações da etapa e teve uma boa chance de ir à decisão, mas vacilou ao utilizar a prioridade das ondas e foi eliminado pelo placar de 10.40 a 8.36 pontos.

"Eu estava desesperado para pegar uma onda e perdi a prioridade nos últimos segundos ao tentar entrar numa esquerda, mas infelizmente não consegui entrar e aí veio uma boa depois, mas aí a prioridade tinha passado para o Aritz", lamenta Luel.

"Mas estou amarradão com o resultado, estava precisando muito disso. Estou cursando Publicidade e Propaganda, agora estou no segundo semestre, e no começo do curso eu pensei em abandonar a carreira, estava muito desanimado", revela o atleta.

"Depois eu conquistei um vice-campeonato no Nordestino Pro em Várzea do Una (PE) e aí a empolgação voltou. Estou também na briga pelo prêmio de maior onda surfada no Brasil, com uma bomba surfada em Noronha, agora só falta um patrocínio", finaliza o pernambucano de 19 anos.

Já no duelo entre Masatoshi e Leandro Bastos, o japonês começou bem com 5.67, mas o brasileiro passou a espancar as esquerdas do Arpex com fortes rasgadas, batidas e floaters de backside, somando 6.67 e 6.93 nas duas melhores ondas.

"Infelizmente eu não consegui surfar as mesmas ondas que vinha pegando nas outras baterias. Queria muito disputar o título, mas não deu. Parabéns para o Leandro, ele surfa muito bem e acerta umas batidas muito verticais, sempre no crítico", diz Masatoshi.

Forte candidato ao título, o local Simão Romão caiu nas quartas-de-final e frustrou a grande torcida que compareceu ao Arpoador neste domingo.

Simão abriu a bateria com 5.67 e não conseguiu surfar uma segunda onda de qualidade. Mesmo sem arriscar muito, o espanhol Aritz Aranburu levou a melhor ao obter 5.73 e 4.43, deixando Simão a apenas 4.50 da vitória.

Resultado do Oakley Rio Pro International 2010

1 Leandro Bastos (Bra)

2 Aritz Aranburu (Esp)

3 Luel Felipe (Bra)

3 Masatoshi Ohno (Jap)

5 Tomas Hermes (Bra)

ASP World Ranking

1 Kelly Slater (EUA) – 51.656 pontos

2 Jordy Smith (Afr) – 46.617
3 Mick Fanning (Aus) – 43.156
4 Taj Burrow (Aus) – 37.878
5 Dane Reynolds (EUA) – 34.057

Tom Whitaker barra Kelly



Por Redação Waves.com.br

Válido como oitava etapa do ASP World Tour, o Rip Curl Pro começou na tarde deste domingo (10/10) e nove baterias do primeiro round rolaram em Supertubos, Portugal.

As ondas quebraram com cerca de 2 metros, porém as condições foram instáveis e pioraram a cada bateria, com vento em constante mudança e uma forte chuva que lavou os milhares de expectadores que lotaram as areias do pico.

Logo no primeiro duelo do dia o paulista Adriano de Souza entrou em cena, porém amargou a última posição contra o norte-americano Taylor Knox e o australiano Luke Munro.
Mineirinho optou por posicionar-se afastado dos adversários, mais à direita do palanque, onde encontrou um tubo para a direita e andoubem por dentro, porém quando o bico da prancha já estava para fora ele acabou rodando junto com o lip e não completou o canudo.

Luke Munro dominou quase todo confronto e atirou-se em todas intermediárias que apareceram, porém o melhor que conseguiu foram notas 3.83 e 3.60.

Enquanto isso, o veterano Taylor Knox garantiu sua passagem direta ao terceiro round com uma única bela jogada. Ele dropou uma direita da série que aparentava fechar, mandou um rasgadão de frontside para perder velocidade já se posicionado para o tubo com estilo, que foi completado com sucesso.

Os juízes avaliaram a performance em 6.83 pontos e esta foi a única nota da bateria que ultrapassou a casa dos 3 pontos.

Adriano de Souza ainda tentou buscar a virada em uma bomba para a direita nos últimos instantes, porém vacou no drop e foi bombardeado pela onda. Sua melhor nota foi um 2.33 e agora ele encara a repescagem.

O niteroiense Bruno Santos também não teve boa estreia. Em bateria vencida pelo australiano Tom Whitaker, Bruninho e Kelly Slater caíram para a repescagem, enquanto o aussie encontrou a melhor nota do evento.

Em meio às condições adversas, ele conseguiu nota 9.50 com duas pancadas de backside realmente explosivas em uma esquerda. Uma verdadeira loteria dentro da água e para se dar bem você tem que ser presenteado pelo oceano.

"Qualquer tipo de lip que você visse pela frente tinha que bater. Aquele tinha uma linha muito boa e tive sorte de ele me empurrar para frente depois de bater. Toda vez que você enfrenta Kelly Slater é preciso arrancar bons números, já que ele precisa apenas de 7 ou 8 segundos para reverter um resultado a qualquer momento e em qualquer situação", analisa Tom Whitaker.

O eneacampeão mundial encontrou dificuldades com a correnteza para retornar ao outside diversas vezes, mas mesmo assim arriscou forte nas batidas, floaters e aéreos nas direitas para somar 13.10 pontos, porém não foi suficiente para barrar o australiano.

"Eu quero ganhar um evento antes de encerrar minha carreira competitiva. Sinto que ainda tenho surf para isso e procuro por uma oportunidade aqui. Quero aproveitar para mandar um salve ao Joel Parkinson, que fez sua primeira sessão de surf há dois dias atrás. Espero que ele se recupere rapidamente e quero compartilhar boas ondas com ele no Hawaii", diz Tom Whitaker.

Já Bruno Santos buscou os tubos o tempo todo. Na metade da bateria colocou para dentro de frontside em uma bomba para a esquerda. Ele acelerou muito lá dentro, porém a onda correu mais rápido e ele foi martelado pelo lip, que não perdoou e partiu sua prancha ao meio.

O potiguar Jadson André prontamente correu com outra prancha para auxiliar seu compatriota, mas depois de retornar ao outside Bruninho não arrumou mais nada. Agora ele terá que encarar a repescagem e o eneacampeão mundial no confronto homem-a-homem.

Kelly Slater é o atual líder do ranking e está sedento pelo décimo título mundial. Se Bruninho encontrar condições pesadas e a luz no fim do tubo, mesmo como convidado tem chances de atrapalhar a vida do norte-americano e atrasar sua corrida pelo título, já que quem perder na bateria está fora.

O atual campeão mundial Mick Fanning sobreviveu às difíceis condições e trabalhou bonito de backside para avançar direto ao terceiro round, ao vencer o português-alemão Marlon Lipke e o aussie Daniel Ross.

"O mar está uma verdadeira máquina de lavar. Não importa o que você pegue lá no outside, tem que apenas se manter em pé na prancha. O povo português veio em peso à praia e eles são muito legais. Eles são amarradões no surf e isto nos empolga", declara Mick Fanning.

Depois da vitória histórica contra Kelly Slater na última etapa na França, o australiano ocupa atualmente a terceira posição do ranking e está em busca da liderança que ainda é possível.

"Eu praticamente só preciso ganhar eventos e é isto que estou tentando fazer. Não estou preocupado com o que Kelly está fazendo no momento. Estou focado em colocar vitórias nos meus resultados", explica o atual campeão do mundo.

Já o ídolo local Tiago Pires, passou perto da vitória, mas foi vencido pelo australiano Matt Wilkinson, que exibiu seu bonito surf de backside nas direitas para garantir a vitória com 12.66 pontos. Adrian Buchan também caiu para a repescagem.

"Foi uma bateria super difícil. Enfrentar o Tiago em uma bateria por aqui sempre será difícil. Há dezenas de milhares de pessoas torcendo por ele. Quando estávamos correndo pela areira me senti até um pouco obscuro, embora eu ame esta multidão daqui. Eles são super apaixonados e querem ver o ídolo local fazer bonito", diz Matt Wilkinson.

A maior soma do dia ficou por conta do havaiano Dusty Payne, que obteve 16.57 pontos e mandou para a repescagem o norte americano CJ Hobgood e o australiano Kieren Perrow.

O único brasileiro que ainda não entrou na água foi o potiguar Jadson André. Ele compete na última bateria da fase inicial contra o tricampeão mundial Andy Irons e o norte-americano Patrick Gudauskas.

Um nova chamada para o possível reinício da competição acontece nesta segunda-feira (11/10) às 4 horas da manhã (horário de Brasília) em Supertubos.Primeira fase do Rip Curl Pro 2010

1 Taylor Knox (EUA) 9.60, Luke Munro (Aus) 7.43 e Adriano de Souza (Bra) 4.23
2 Jeremy Flores (Fra) 9.10, Dane Reynolds (EUA) 8.00 e Dean Morrison (Aus) 5.50
3 Taj Burrow (Aus) 10.17, Travis Logie (Afr) 4.33 e Brett Simpson (EUA) 3.73
4 Gabe Kling (EUA) 14.94, Jordy Smith (Afr) 11.07 e Adam Melling (Aus) 6.70
5 Mick Fanning (Aus) 12.67, Marlon Lipke (Ale) 12.10 e Daniel Ross (Aus) 8.73
6 Tom Whitaker (Aus) 14.67, Kelly Slater (EUA) 13.10 e Bruno Santos (Bra) 3.03
7 Matt Wilkinson (Aus) 12.66, Tiago Pires (Por) 10.00 e Adrian Buchan (Aus) 8.30
8 Owen Wright (Aus) 12.40, Roy Powers (Haw) 6.14 e Chris Davidson (Aus) 5.26
9 Dusty Payne (Haw) 16.57, CJ Hobgood (EUA) 13.44 e Kieren Perrow (Aus) 8.57
10 Damien Hobgood (EUA), Fredrick Patacchia (Haw) e Luke Stedman (Aus)
11 Michel Bourez (Tah), Bobby Martinez (EUA) e Kai Otton (Aus)
12 Andy Irons (Haw), Jadson André (Bra) e Patrick Gudauskas (EUA)

Adriano cai para repescagem

Adriano de Souza não se dá bem no primeiro round. Foto: Ader Oliveira.

Por Redação Waves.com.br

Válido como oitava etapa do ASP World Tour, o Rip Curl Pro começou na tarde deste domingo (10/10) em Supertubos, Portugal.

As ondas quebram com cerca de 2 metros, porém as condições são instáveis e o vento muda o tempo todo, assim como as condições do tempo.

Logo no primeiro duelo do dia o paulista Adriano de Souza entrou em cena, porém amargou a última posição contra o norte-americano Taylor Knox e o australiano Luke Munro.

Mineirinho optou por posicionar-se afastado dos adversários, mais à direita do palanque, onde encontrou um tubo para a direita e andou bem por dentro, porém quando o bico da prancha já estava para fora ele acabou rodando junto com o lip e não completou o canudo.

Luke Munro dominou quase todo confronto e atirou-se em todas intermediárias que apareceram para garantir as notas, porém o melhor que conseguiu foram notas 3.83 e 3.60.

Enquanto isso, o veterano Taylor Knox garantiu sua passagem direta ao terceiro round com uma única bela jogada. Ele dropou uma direita da série que aparentava fechar, mandou um rasgadão de frontside para perder velocidade já se posicionando para o tubo com estilo, que foi completado com sucesso.

Os juízes avaliaram a performance em 6.83 pontos e esta foi a única nota da bateria que ultrapassou a casa dos 3 pontos.

Adriano de Souza ainda tentou buscar a virada em uma bomba para a direita nos últimos instantes, porém vacou no drop e foi bombardeado pela onda. Sua melhor nota foi um 2.33 e agora ele encara a repescagem.

Na sequência seguem na água as baterias do primeiro round.

Primeira fase do Rip Curl Pro 2010

1 Taylor Knox (EUA) 9.60, Luke Munro (Aus) 7.43 e Adriano de Souza (Bra) 4.23
2 Dane Reynolds (EUA), Jeremy Flores (Fra) e Dean Morrison (Aus)
3 Taj Burrow (Aus), Brett Simpson (EUA) e Travis Logie (Afr)
4 Jordy Smith (Afr), Adam Melling (Aus) e Gabe Kling (EUA)
5 Mick Fanning (Aus), Daniel Ross (Aus) e Marlon Lipke (Ale)

6 Kelly Slater (EUA), Tom Whitaker (Aus) e Bruno Santos (Bra)
7 Adrian Buchan (Aus), Tiago Pires (Por) e Matt Wilkinson (Aus)
8 Owen Wright (Aus), Chris Davidson (Aus) e Roy Powers (Haw)
9 C.J. Hobgood (EUA), Kieren Perrow (Aus) e Dusty Payne (Haw)
10 Damien Hobgood (EUA), Fredrick Patacchia (Haw) e Luke Stedman (Aus)
11 Michel Bourez (Tah), Bobby Martinez (EUA) e Kai Otton (Aus)

12 Andy Irons (Haw), Jadson André (Bra) e Patrick Gudauskas (EUA)